Fábrica BYD Brasil

BYD e o Brasil: uma história de sucesso

Fábrica BYD Brasil
Fábrica BYD Brasil

Exatos 26 anos após começar sua história na China, a BYD deu mais um passo para se consolidar globalmente e inicia a comercialização de automóveis importados no Brasil, a partir do próximo ano. Mas a trajetória da marca em nosso país é mais antiga e teve início em 2015, com a inauguração da sua primeira fábrica de montagem de ônibus 100% elétricos, em Campinas (SP).

A unidade é responsável pela montagem de ônibus padron (13m) de piso alto (D9A), piso baixo (D9W), ônibus para fretamento (D9F) e ônibus articulados (22m) piso alto e piso baixo (D11A e D11B), que ganham carrocerias feitas por parceiros locais.

Os ônibus elétricos BYD possuem de 250 a 300 quilômetros de autonomia, o que permite que eles rodem o dia inteiro, retornando para a garagem à noite, onde são recarregados. A recarga total (0% a 100%) se dá num período de três a quatro horas. Os veículos são seguros, silenciosos e podem diminuir os custos operacionais em até 70%. Além disso, cada ônibus 100% elétricos BYD evita, em média, a emissão de 121 toneladas de CO2 ao ano, o equivalente ao plantio de 864 árvores por veículo.

Segunda fábrica em Campinas: foco em módulos fotovoltaicos

Em 2017, a BYD abriu uma segunda fábrica, também em Campinas. Desta vez, o foco era a produção de módulos fotovoltaicos. Rapidamente, a BYD Energy do Brasil se tornou a maior fabricante desse tipo de produto.

Os módulos fotovoltaicos BYD proporcionam independência energética e economia, sendo uma fonte de energia limpa e renovável. Eles são adequados para usinas centralizadas e/ou distribuídas nas mais diversas potências e dimensões. Podem ser aplicados nas áreas urbanas, rurais, indústrias, comércio, residências, condomínios e usinas.

Fábrica de Manaus: baterias com 20 anos de vida útil

Para abastecer a frota de ônibus elétricos, a empresa iniciou, em 2020, a operação de sua terceira fábrica no Brasil, no Polo Industrial de Manaus (PIM), dedicada à produção de baterias de fosfato de ferro-lítio (LiFePO4). Os módulos de baterias BYD possuem vida útil de 20 anos, sendo seu primeiro uso nos veículos elétricos, por um período aproximado de 10 anos, e uma segunda vida em sistemas de armazenamento de energia off-grid. Em seguida, seguem para reciclagem.

 Caminhões 100% elétricos

Um dos focos de atuação da BYD no país é a comercialização de caminhões multivocacionais 100% elétricos. Os modelos são aplicados na coleta e compactação de lixo. Sua bateria de fosfato de ferro-lítio garante autonomia de até 200 km, o equivalente a cerca de oito horas em operação em condições normais de trânsito.

O veículo possui vida útil estimada de até 20 anos e custo com energia elétrica de um quarto do valor gasto com combustível fóssil. Cada caminhão BYD 100% elétrico evita, em média, a emissão de 133 toneladas de CO2 ao ano na atmosfera, o equivalente ao plantio de 949 árvores por veículo.

SkyRail, furgões e até empilhadeiras: emissão zero de poluentes

No Brasil, a empresa também é responsável por dois projetos de SkyRail (monotrilho) no país: Em Salvador, com o VLT do Subúrbio, e na cidade de São Paulo, com a Linha 17 – Ouro. O SkyRail é projetado para auxiliar na solução do congestionamento do tráfego urbano por meio de um sistema de monotrilho suspenso. É eficiente em termos energéticos, com emissão zero de poluentes e operação silenciosa. Além disso, a BYD comercializa empilhadeiras, vans, furgões e automóveis, todos totalmente elétricos e não poluentes, no território brasileiro.

Os furgões, por exemplo, possuem autonomia de 300 km com uma carga de até duas horas. O modelo vendido em território nacional é o eT3 e oferece ainda a possibilidade de recarga rápida de 20% a 80% da bateria em apenas 30 minutos, o que garante até 180 km a mais de viagem. Sua bateria é livre de manutenção, sem efeito memória e possui vida útil de até 10 anos na operação automotiva. Deixa de emitir 14 toneladas de CO2 por ano de trabalho, o que equivale ao plantio de 99 árvores por veículo.

Já as empilhadeiras com bateria de fosfato de ferro-lítio apresentam uma grande economia de recursos, uma vez que evita o investimento na implantação do Pit Stop GLP e da sala de baterias, que seriam necessários no caso de utilização de outro tipo de equipamento. Econômicos, o custo operacional é até 40% menor na comparação com os equipamentos a combustão

BYD no mundo

A geração de energia solar, o armazenamento de energia e a mobilidade elétrica como instrumento para redução da poluição, a melhoria da qualidade de vida e a criação de empregos verdes. Esse era o sonho de Wang Chuanfu, químico e cidadão chinês, empresário, fundador, presidente e atual CEO da BYD Company. Ele queria, em um primeiro momento, que a China crescesse sem poluição, por meio de energia limpa.

E a sua colaboração nesse processo atende pelo nome de BYD (Build Your Dreams, ou Construa Seus Sonhos) e começou em 1995. Naquele momento, o também químico começava a escrever a história de uma das maiores empresas privadas do país asiáticos e que, hoje, é uma das principais expoentes desse assunto mundialmente.

Com sede em Shenzhen, na China, a BYD desenvolveu uma sólida experiência em baterias recarregáveis ​​e se tornou uma defensora implacável do desenvolvimento sustentável. A criação de um Ecossistema de Energia com Emissões Zero – compreendendo geração de energia solar, armazenamento de energia e transporte eletrificado – tornou-a líder nos setores de energia e transporte.

Sua expansão foi global. Hoje, possui operações em todos os continentes. Atua em 50 países. São 40 fábricas espalhadas pelo mundo, com mais de 240 mil funcionários, sendo quase 10% (20 mil profissionais) formado por engenheiros pesquisadores responsáveis por mais de 24 mil patentes. Por diversos anos, foi a maior fabricante global de baterias de fosfato de ferro-lítio e de veículos elétricos e plug-in e é considerada, ainda, a segunda maior fornecedora de componentes para celulares, tablets e laptops do planeta.

 Destaques importantes:

Em outubro, a BYD vendeu 88.898 automóveis, com o crescimento de 90,9% ao ano e 12,5% ao mês, comparado ao ano de 2020. Especificamente, as vendas de veículos elétricos atingiram 80.003 unidades, subindo 262,9% em relação ao ano anterior. No final de outubro, as vendas anuais acumuladas de automóveis BYD atingiram 530.000 unidades.

  • Segundo o site Companies Market Cap.com, em meados de novembro, a BYD ultrapassou $133 bilhões de dólares de valor de mercado, tornando-se a
    3ª empresa mais valiosa no setor automobilístico, à frente de renomadas montadoras como a GM, Ford, Volkswagen, BMW e Ferrari.
  • Em junho deste ano (2021), a BYD emplacou seu furgão eT3 como o carro elétrico mais vendido do país.
  • Em maio deste ano (2021), a BYD foi a segunda empresa mundial a produzir um milhão de carros elétricos de passageiros.
  • A BYD é a maior marca de carros elétricos da China.
  • A BYD é líder global de vendas de ônibus elétricos e já entregou mais de 68 mil unidades pelo mundo.
  • A BYD começou a pesquisar e a desenvolver caminhões elétricos em 2012 e se tornou a primeira empresa do mundo a investir em P&D de caminhões elétricos. A empresa já entregou mais de 13.000 caminhões e chassis de caminhões 100% elétricos nos Estados Unidos, Canadá, Brasil, Austrália, China e outros países.
  • O uso dos seus veículos elétricos BYD em todo o mundo já trouxeram uma redução de mais de 8 milhões de toneladas de CO2. Isso equivale ao plantio de 670 milhões de árvores.
  • Em abril deste ano (2021), a BYD Brasil se tornou integrante da Rede Brasil do Pacto Global, iniciativa da ONU que engaja o setor privado em ações alinhadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.
  • Na COP26, a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, que aconteceu este ano em Glasgow, Escócia, a BYD assinou três importantes acordos globais para acelerar a transição para veículos não poluentes. Estes acordos incluem a assinatura de dois diferentes Memorandos Globais de Entendimento (MOU); o primeiro se aplica às vendas globais de novos automóveis e furgões 100% elétricos que não emitem poluentes, sendo 2040 a data alvo nos principais mercados.
  • O segundo MOU se aplica às vendas de veículos médios e pesados, com o mesmo objetivo global de emissões zero até 2040; uma meta já alcançada pela BYD desde 2015, quando lançou pela primeira vez seus caminhões 100% elétricos nestas categorias de tamanho. O terceiro acordo assinado pela BYD é um “Call to Action” global liderado pela Transportation Decarbonisation Alliance no que diz respeito à infraestrutura de carregamento de veículos elétricos. Este acordo incita os países em todo o mundo a investirem e atualizarem urgentemente o apoio à infraestrutura de carregamento, que é fundamental para alcançar as metas de emissão zero para todas as formas de transporte elétrico.
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